Saturday, June 25, 2016

O que Brexit significa pra MIM

Então... o Reino Unido votou para sair da União Européia. Voto apertado, 52% contra 48%, o OUT ganhou na Inglaterra e no País de Gales, mas perdeu na Irlanda do Norte e na Escócia. Embora falem que na Escócia uma massa esmagadora votou pra ficar na UE, foram 62% da população. Isso é maioria, mas não é massa esmagadora; quase 40% é gente pra cacete querendo sair. Aqui no meu Borough foram 50.4% In e 49.6% Out, uma diferença quase irrelevante.

Grande parte dos meus amigos e conhecidos brasileiros estão bem chateados, porque pra eles isso é uma mensagem pessoal de que eles não são bem-vindos aqui. Nem todo mundo que votou Out foi por causa da imigração, mas a campanha em torno do Out foi em grande parte baseada no "problema da imigração". Um outro amigo britânico fez uma analogia entre In (sorvete de creme, sem graça, mas que serve o propósito de adoçar, matar a vontade de sorvete e oferece possibilidades de cobertura, receitas, etc) e Out (uma caixa com uma surpresa dentro, que pode ser sorvete de creme, de chocolate, ou um pedaço de carvão).

Aqui vai minha opinião pessoal, de como estou vendo isso tudo de um ponto de vista meu, apenas meu, ignorante de conhecimentos econômicos, políticos, psicológicos.

Votei In. Meu marido votou In. Vim pra cá com visto de estudante, através de uma bolsa dada pelo governo inglês para países - até onde sei - que não fazem parte da União Européia. Através do meu visto de 18 meses de estudante, tive acesso ao NHS completamente de graça. Para morar aqui, no entanto, tive que tirar minha cidadania portuguesa (meus avós maternos eram portugueses). Hoje eu tenho a cidadania britânica. Meu marido veio pra cá com visto de trabalho e tirou a cidadania britânica antes da Romênia entrar na UE. Meus vários motivos para estar In incluem gostar da liberdade de ir e vir, da opção de me mudar pra Portugal, Itália, Alemanha, Grécia, etc. Vejam bem, alguns desses países não estão bem das pernas, mas pra quem tem um business online (ainda não é o meu caso, mas estávamos trabalhando nisso) isso não importa muito; a possibilidade das minhas filhas estudarem em outros países, conhecerem outras culturas, etc, sem ter que passar pela trabalheira de vistos e afins; achar que a UE não funciona direito, mas que é melhor consertar um brinquedo bom que quebrou do que jogar fora e comprar outro - que sabe-se lá quanto tempo vai funcionar até quebrar de novo. No meu antigo emprego, estar a UE era importantíssimo para o negócio e não impedia que negociássemos com outros países. E finalmente, acho que no atual momento do mundo, a gente tem mais é que se unir e colaborar, ao invés de dividir e segregar.

Não vou negar que estar fora da União Européia me causou um certo choque e medo do futuro. Ainda não sabemos a extensão desta decisão e ainda deve levar 2 anos até que tudo seja definido. Em dois anos muita coisa pode mudar (do jeito que vai, podem até cancelar essa coisa toda e mandar a democracia pra casa do cacete e continuar de onde paramos). Do nosso (aqui de casa, total meu umbigo) ponto de vista, ainda não sei o que muda a médio e longo prazo, mas pra ser sincera, acho que não vai ser nada tão preocupante como para muitas outras pessoas.

Estou ofendida e me sentindo rejeitada com essa votação? Sinceramente? Não. Explico. Ao contrário de muitas pessoas, eu nunca me senti 100% bem-vinda. Quando vim pra cá, estava em contato com um grupo do Orkut que supostamente integrava justamente estrangeiros, justamente por ser difícil conhecer gente e fazer amigos. O grupo era liderado por um escocês e meu marido também fazia parte. O grupo era ótimo, mas não vou negar, muitos estavam nele pra achar um/a parceiro/a. E inclusive ouvi que as brasileiras eram as mais fáceis.

Meu primeiro emprego permanente aqui na Inglaterra foi numa empresa americana, dirigida por britânicos, com grande parte da programação dirigida ao povo daqui, etc. Eles gostavam de dizer pelos corredores que a cultura era britânica e que era pra crianças britânicas. Em várias situações, alguns colegas de trabalho faziam questão de dizer que não estavam interessados em conhecer gente nova, que os amigos deles eram os de faculdade e pra que perder tempo conhecendo gente nova? Em uma festa anual da empresa, ao anunciar as pessoas que saíram da empresa naquele ano, o presidente chegou numa brasileira que trocou a nossa empresa pela concorrente, ele mandou um "ah, só podia ser brasileira; brasileiro não gosta de trabalhar, são todos preguiçosos". O cara é inglês, nunca morou no Brasil e a empresa não tem histórico de contratar brasileiros. O RH tirou o microfone do cara e ficou por isso mesmo - nem um pedido de desculpas, nada.

Meu último emprego foi numa empresa britânica, no meu departamento éramos 15 pessoas, 3 estrangeiros: eu do EU, uma do Caribe morando aqui há 30 anos e a estagiária irlandesa. Quando eu saí, fui substituída por outra britânica. O departamento ao qual o meu fazia parte era um departamento international, então a quantidade de estrangeiros era bem maior, aliás, estrangeiros são bem-vindos, 2a, 3a, 4a línguas são necessárias. Mas a quantidade de estrangeiros em cargo de chefia era bem pequena. Coincidência? Xenofobismo? Eu saí porque depois de quatro anos lá não consegui ser promovida, inclusive foi "sugestão" do RH ("quando a gente tenta e não consegue, melhor tentar ir para outro lugar mesmo. Muita gente volta em posição acima, porque só assim pra verem que a pessoa faz falta"). Pessoalmente acho que foi um tiquinho de tudo, adicionado a uma bela dose de incompetência e falta de visão da chefia. Não porque foi comigo não, mas por acontecer em toda a empresa, de deixarem bons funcionários irem e promoverem as pessoas erradas. Não acho que aconteça em todas as empresas, em todos os setores, com todo mundo, foi apenas o que eu vi na minha empresa.

Moro aqui há pouco mais de 10 anos, trabalhei numas 6-7 empresas diferentes, principalmente como temporária, e a minha impressão maior é que Londres é "inclusiva" porque as pessoas estão cagando pra você. Não que elas curtam essa diversidade, essa explosão cultural... não, elas estão ocupadas demais com a própria vida, com os próprios problemas, com que horas o pub fecha, para dar a mínima pra quem vem e quem vai. Ok, isso é bem generalizado. Fiz grandes amigos britânicos, pessoas queridas e interessadas em pessoas, não em pub-buddies, ou relações superficiais no trabalho.  Mas como uma people-watcher profissional que me tornei, percebi sim que as pessoas não querem contato. E ainda arrisco que isso é no geral, não só em relação a estrangeiros não.

Quando vim pra cá, viajamos bastante pela Inglaterra e sempre encontrei pessoas muito mais receptivas do que em Londres. Claro, eu era "turista", estava a passeio, não estava morando lá. Então talvez por isso, eles me viam como um alien, alguém pra perguntar coisas, descobrir novas culturas, e depois dar tchau. Então, como disse, essa é a MINHA experiência, de nunca ter sido 100% incluída, de nunca ter visto a Inglaterra como esse lugar multicultural onde todo mundo é aceito. Ao contrário: pra mim, você só é aceito, porque as pessoas não dão a mínima, desde que você não atrapalhe o caminho deles. (Com excessões, claro)

Então nesse sentido do "racismo", o resultado do referendo não me chocou. Todo mundo diz que Londres voltou In, mas de novo, 40% da população votou Out. 40% pessoas. Quarenta.

Muita gente diz que não foi a questão da imigração que fez optarem pelo Out. Muita gente me disse que é legal mudar - se não está bom do jeito que está, tem que mudar, mesmo que a mudança seja o desconhecido. Acho válida a explicação, mas claro que quando é uma mudança que segrega, que separa, que exclui... tem gente que diz que na verdade nada muda no campo da imigração: só teremos imigrantes mais diversos, ou seja, né? Mas só o tempo dirá.

Meu grande medo em relação a tudo isso é quem entra no poder daqui pra frente. Será que é o prenúncio de UKIP no poder? Ou de políticos com mente parecida? É um aviso que Donald Trump vem aí pra completar o coreto? Será que agora vai rolar um monte de maluquinho matando estrangeiros por aí. Meu grande medo é olho-por-olho... muita gente já diz que se a Inglaterra sair, a Europa não vai querer que ela seja bem sucedida, para começar o "eu te disse". Esse sentimento de "você me rejeitou, agora se ferra aí sozinho" não me agrada, porque só gera mais raiva, mais rancor, mais segregações. Esse papo de vamos separar a Escócia, a Irlanda do Norte, Londres... a mesma coisa. Acho que agora é hora de parar pra pensar no que deu errado e tentar consertar.

O que deu errado? Nós vivemos numa bolha e esquecemos de olhar para os lados. Olha a gente fazendo exatamente o que acabei de falar que o ingleses fazem: olham, mas não vêem, não se importam. Como pudemos ignorar 50% da população que não quer essa situação? Como pudemos ignorar os sinais de que a coisa não estava bem? E agora estamos culpando as pessoas "ignorantes e sem instrução", os "working class". Essas pessoas, aos nossos olhos, nem existiam. Para nós, eles estavam tão felizes quanto a gente. Ok, nós = eu, porque eu realmente não sabia que a coisa estava nesse nível. Agora pipocam matérias sobre as pessoas que se arrependeram de ter votado Out, que era uma forma de protesto, que eles acharam que o voto deles não contaria. Olha isso, as pessoas estão com síndrome do filho rejeitado - não conseguem atenção dos pais, então fazem "merda" para ver se assim vai.

Vale um parágrafo pra dizer que sim, o povo não estava preparado para uma decisão dessas. Muita gente votando sem nem saber o porque, ou por causa de falsas promessas (£350 milhões por semana voltando pros nossos bolsos, sendo que esse número nem existe), muita gente nem votando - quase 30% da população. O governo fez uma bela cagada ao deixar essa decisão na mão do povo britânico. Era obrigação deles, e eles escolheram jogar o peso da decisão na mão do povo (um povo que claramente o governo não conhece).

Sim, tenho medo pelo futuro das minhas filhas, vai vou falar que eu já tinha medo antes. Medo da violência extremista, medo da violência contra mulheres, medo de crises financeiras que já passaram por aqui, medo delas serem infelizes, medo delas terem mente pequena e serem cheias de preconceitos, medo delas sofrerem bullying, medo delas se tornarem bullies. Mas não estou apavorada. Ainda não, não até saber a extensão do problema, não porque ainda tenho vontade de fazer funcionar, ainda tenho forças para brigar. A gente tem que aprender com os erros e não ficarmos acuados e viver numa bolha. Aliás, está na hora de estourar essa bolha e tentar entender o mundo ao redor. E não deixar o medo tomar conta, porque é isso que eles querem!

Monday, March 14, 2016

E a babá, né?

Tenho acompanhado os protestos no Brasil via Facebook, um pouco chocada com certas opiniões, um pouco orgulhosa de outras, em cima do muro em alguns casos.

Coisas que me chocam são opiniões dadas a deus dará, sem nenhuma reflexão antes de apertar o enviar. "Pobre sabe que depende da elite pra sobreviver, tem mais é que agradecer", "só que não protestou é petista", "só quem protestou é coxinha, Tucanalha, eleitor do Aécio", "o Brasil está de saco cheio do PT". Nem sei porque essas coisas me chocam, porque desde que o mundo é mundo, o homem sempre foi um ser egoísta, egocêntrico e dono da verdade. Eu, tu, eles, todos nós sabemos o que é melhor pro mundo, desde que o mundo seja o nosso umbigo. Mas eu me choco sim, porque sei que tem muita gente boa, honesta e bacana nesse mundo, e infelizmente essas pessoas se pronunciam pouco ou, felizmente, estão ocupadas fazendo algo que preste na vida, ao invés de vomitar bizarrices nas redes sociais.

Antes de mais nada, não sou da direita. Não voto no Aécio por vontade própria. Acho loucura um país que clama por mudanças acabar com Dilma e Aécio no 2o turno, porque de mudança aí, não tem nada. É mais do mesmo. Não sou PSDB, mas também não vou ignorar coisas positivas que aconteceram em governos passados. Nem coisas negativas.

Também não sou de esquerda. Não sou Petista. Quando o Lula ganhou as eleições, depois de não sei quantas derrotas, não vou mentir, achei legal, achei que mudanças positivas poderiam sim acontecer (e aconteceram), mas não votei nele, nem na Dilma. Acho muito justo - e necessário - que o governo olhe pelo seu povo, independentemente de classe social, mas cuidando dos mais vulneráveis e necessitados. Acho justo medidas de emergências tapa-buraco com a peneira, até que uma solução para o problema seja implementada. Bolsa-gás/luz/escola - medidas emergenciais, tapa-buraco. Melhorar educação, saúde, emprego, para que o povo possa andar com as próprias pernas e não precisar de mais bolsa-qualquer coisa: solução do problema. Óbvio que nem PT, nem PSDB, nem partido nenhum vai mudar nada de uma noite pro dia, mas aqui de longe, parece que muito pouco está sendo feito.

O que me dói é ficar nessa punheta PT-PSDB eternamente, sem que nenhum candidato decente apareça, sem que nenhum partido realmente queira melhorar o Brasil de verdade. Todo mundo pensa primeiro no seu. Qualquer político que tome posse já estará tão de rabo preso com todo mundo o que o ajudou a ser eleito, que seu mandato já estará comprometido. Sei que as passeatas pelo Brasil viraram guerra de classes, luta entre partidos, mas, na minha santa ingenuidade, gosto muito de pensar que são 200 milhões de brasileiro e que uma boa parcela da população realmente quer acabar com a corrupção, de todos os lados, quer um país mais seguro, mais "educado", mais saudável, mais rico (riqueza melhor distribuída, porque pobre com dinheiro gasta mais e é se gastando que a máquina do capitalismo continua funcionando, mas pobre com dinheiro não é mais pobre, né?), mais solidário.

*******

E a babá, como fica? Gente, que bafafá deu essa história da babá. A curto prazo, minha opinião resumidamente é a seguinte:

1. Babá é uma profissão como qualquer outra. Aqui no "estrangeiro", porém, é uma função muito da bem remunerada, por isso nem todo mundo pode ter uma. Babás aqui, em vários casos, tem até treinamento e alguns cursos. Babá não é apenas para limpar a bunda da criança, é uma pessoa que ler histórias, brincar, cantar, levar no parque, etc. Enquanto os pais estão se matando de trabalhar para pagar mil contas - inclusive a babá - e para ter uma carreira profissional, a babá os ajuda na "criação" dos filhos. Criação entre aspas, porque quem cria são os pais (ou deveriam), mas a babá é aquela aliada que vai impor as "regras" dos pais e da sociedade: comer bem, não ficar na frente da TV, respeitar os amiguinhos, aprender a dividir, ensinar fundamentos básicos para preparar para escola, etc. Claro que em alguns casos, babá aqui é apenas alguém que vai limpar a bunda da criança e deixá-la na frente da TV. Existem bons e maus funcionários em qualquer profissão.

2. Uniforme é sempre algo polêmico, por motivos históricos. Mas eu, de novo na minha santa ingenuidade, gosto de pensar que certas coisas evoluem para o bem. Sou contra forçar a usar uniforme em certas profissões, como babá, uma coisa tão assim... "informal". Uniforme de que empresa mesmo? Tem logomarca? Nem médico hoje em dia usa uniforme, a menos que seja em hospital. Mas uniforme tem seu lado positivo (para toda e qualquer profissão): economiza roupa (eu sempre quis usar uniforme; tipo ter 5 roupinhas coringa e tudo certo); em profissões que corre-se o risco de sujar e manchar a roupa, você não estraga suas roupas bacanas; você consegue saber exatamente quem trabalha onde (pensa nas companhias aéreas, você lá querendo falar com um funcionário e tudo mundo vestido de... pessoas normais). De novo: ou você é uma grande corporação onde TODOS, do chefe à copeira, usam uniforme, ou é opcional. Nunca entendi o uso de uniforme branco em babá - primeiro a obrigatoriedade; li alguns comentários que é pra mostrar que as babás não são as mães das crianças. Segundo a cor: branco suja pacas; é esperado que babá troque de roupa toda vez que o uniforme sujar?

3. Babás nos finais de semana. Rá, outro tema polêmico. Hoje em dia não trabalho mais fora, mas até duas semanas atrás, eu ralava de segunda a sexta, das 7 da manhã às 6 da noite, quando começava o segundo turno de dá jantar, dá banho, conta história, bota pra dormir, arruma cozinha, arruma brinquedos e capota. E nunca tive babá de final de semana, porque meus finais de semana eram pra minha família. Carregar no colo é prazer, não sacrifício. Mas não vou negar, não. A gente deixou as meninas uma vez ou outra com a cuidadora num sábado ou num domingo pra podermos ir ao cinema, ou almoçar fora, ou... respirar. Uma vez ou outra. Desculpa, mas eu não entendo quem tem babás todos os finais de semana pra empurrar carrinho na praia. E não adianta dizer que é porque eles estão fazendo um favor pra sociedade dando emprego, porque o governo não faz o trabalho deles, etc. Porque essas pessoas ainda assim contratariam babás para empurrar carrinho na praia. Tento não julgar, porque cada um com seu cada um, e principalmente uma foto (sim, estou falando da foto que tá circulando por aí) nem sempre é o que parece. Então, não, não estou julgando aquele casal em particular. E não estou julgando que tem babá tempo integral durante a semana e nem quem precisa dos serviços durante um ou outro final de semana. Muito menos quem trabalha a semana inteira e ainda tem que pegar trabalho no final de semana pra complementar renda (talvez o caso de muitas pessoas no Brasil). Minha crítica maior é a quem simplesmente escolhe o lado mais fácil porque acha que ter filho é simplesmente pagar escola, curso, dar brinquedo, por comida na mesa. E sim, existem pessoas assim. Por outro lado, não tenho conhecimento suficiente pra dizer que é o caso da maioria das pessoas de classe média alta no Brasil, como as pessoas rotularam por aí. Não vou nem entrar no mérito dos salários, dos direitos, etc, porque eu sei que a lei mudou, mas não faço idéia de quanto uma babá receba no Brasil. (P.S.: não é inveja, eu não tenho babá e nem quero ter; não tem au pair e nem quero ter. Meus finais de semana são da minha família e todo o trabalho que tem com isso - cozinhar, educar, brincar, dar bronca, levar no parque, limpar bunda, dar banho).

A longo prazo, minha opinião nem dá pra expressar num post de blog só. É muita coisa errada, muita coisa que tem que mudar, muita coisa tem que ser ajustada, mas principalmente, é a mentalidade de um povo - independente de classe social, profissão, etc - que precisa ser mudada, e isso, infelizmente, parece tão difícil de acontecer. Falta vontade e falta claridade... tanta gente se acha perfeito e certo nas suas opiniões. Tanta gente que sabe que não é perfeito, mas que também não vai mudar e pronto. Tanta gente que nem consciência de algum problema tem.

Gente, sou brasileira, nasci e fui criada no Brasil, minha mãe teve babá e empregada, que dormiam em casa! Essa era minha realidade lá até a gente ficar um pouco mais crescidinho. E minha mãe não fazia isso porque ela era altruísta e queria ajudar as pessoas que não tinham emprego, não (apesar dela ajudar sim), era porque ela queria focar no trabalho, era porque ela não queria fazer as tarefas domésticas depois de passar o dia ralando feito uma corna no trabalho, era porque meu pai não ajudava em nada em casa e tudo caía em cima dela (e das empregadas), era porque era o normal. A moça que trabalhava lá em casa foi pra lá quando tinha 17 anos, subnutrida. Eu tinha 1. A mãe dela tinha um bando de filhos e estava desesperada para as filhas irem para a casa de pessoas que queriam babás e empregadas tempo integral para que elas pudessem ter uma casa melhor, comida, roupas, etc. Ir pra casa da minha mãe foi tapar o sol com a peneira, mas a solução mesmo seria evitar que esta situação acontecesse. Uma moça que trabalhou na casa da minha mãe morava lá com o filho - minha mãe pagava a mesma escola particular pra ele que pagava pra gente. Ela tinha casa durante a semana, um salário (não sei quanto, não sei se era justo ou não), comida, escola pro filho que era da minha idade, e ela estava lá porque era a melhor oportunidade pra ela na época. Apesar de ser uma situação boa no Brasil, não seria melhor que essa moça tive tido a oportunidade de escolher a profissão que quisesse, ganhasse o salário dela e escolhesse como gastar? Por que isso tem que ser privilégio de classe média/classe média alta e pobre tem que aceitar as condições que a vida lhes deu?

Como escrevi ali em cima, isso não dá pra discutir em um post só. E não é assunto exclusivo do caso da babás no Brasil. E não é nem só uma questão de "Brasil" ou país pobre. Dá pra ficar analisando tudo e todos, o que funciona aqui na Inglaterra e o que não funciona, e por aí vai.

Não existe lugar perfeito, todos os problemas do mundo estão relacionados de alguma forma (pobreza, diferença de classes, corrupção, machismo, violência, aquecimento global, super população, o pum da vaca...); temos muitas coisas para consertar, muitas agendar diferentes, interesses diferentes para trabalhar, mas uma coisa é certa: com tanto ódio no coração das pessoas, a gente não vai a lugar nenhum. É tanto xingamento, tanta grosseria, tanta intolerância que vejo na minha timeline do Facebook, que me faz perder a esperança em construir um mundo melhor para meus netos. 

Sunday, August 30, 2015

Respira. Inspira.

As férias acabaram mas os baixos ainda não. Chegamos em casa felizes porque ainda era cedo e teríamos o final de semana inteiro pela frente. Infelizmente, ao abrirmos a porta, percebemos que algo estava errado. Sim, nossa casa havia sido revirada. Sim, alguém esteve lá entre sábado passado e sexta de madrugada, arrebentou a porta da cozinha, vasculhou um pouco da sala, da cozinha, muito do meu quarto, do quartinho de bagunça e do quarto de hóspedes. Levaram - até a última checagem - meu celular pessoal e um dinheiro que minha mãe havia me dado. Não deixaram impressões digitais e o pouco das pegadas que deixaram não serve pra nada. Deixaram bagunça e uma sensação de impotência pra trás. E muita raiva.

Já havia cantado essa bola aqui em casa e estava com uma sensaçāo horrorosa de que isso poderia acontecer. Pela primeira vez estava saindo de férias mega angustiada. Cheguei a pensar que o incidente do passaporte era um aviso.

Antes que os amiguinhos achem que levo jeito pra mãe Dinah ou venham falar que "pensamento negativo atrai essa coisas", já aviso logo: minha angustia e "pensamento negativo" tinham razão de existir. Teve uma onda de assaltos a casas (vazias) aqui na região desde que o verão começou. Veja bem, moro aqui há dez anos e isso nunca aconteceu, MAS nunca morei num bairro tão família e voltado para atividades escolares como esse. E também é a nossa primeira vez fazendo parte das familias que saem de ferias junto com periodo escolar. Isso facilita muito a vida do ladrão. A gente nunca foi de paranóia em relação à excesso de segurança na casa. A gente tranca portas e janelas, mas nunca trancou gavetas, portas e escondeu computadores. Começo muita gente que tem uma rotina diária de check up de segurança que faz parecer que morem no Brasil, onde isso é mais do que esperado (nunca aconteceu comigo enquanto morava lá, vale mencionar).

Essa minha angústia pré-viagem me fez esconder computadores e ipad, mas não tive tempo de pensar melhor em outras medidas. Falei muito com marido sobre opções de alarmes, de trocar porta da frente, de não deixar extrato bancário à mostra, mas não pensei no quão frágil a parte traseira das casas daqui são.

A gente deu uma certa sorte em relação ao que foi roubado, mas estou escrevendo esse post às duss da manhã porque, embora esteja exausta de uma noite em claro, estou tendo crise de pânico. A sensação de estar sendo vigiada é angustiante. A idéia de que ele (eles?) vão voltar pra terminar o trabalho, de que ele (eles?) sabem da nossa vida, onde eu trabalho, onde temos conta bancária e onde minha filha estuda me aterroriza. É um misto de terror e raiva. Me sinto exposta e vulnerável mas ao mesmo tempo sinto vontade de fazer plantão lá fora pra ver se pego esse sujeito. Porque talvez ele não volte aqui, mas está sim vigiando a rua, a vizinhança e planejando o próximo ataque. Como não posso fazer nada, só me resta torcer para que uma raposa o engula (*) enquanto ele fica de butuca checando os passos da próxima vítima.

Friday, August 28, 2015

E o último dia das férias...

Nossas férias curtíssimas acabaram. Amanhã às 4 da manhã seguimos ao aeroporto pra chatices da volta pra casa: devolve carro, faz check in, pesa malas, espera duas horas pro vôo (mais meia hora de atraso dentro do vôo)... A volta pra casa, apesar de sempre bem vinda (nada como dormir na nossa casa, né?), é geralmente uma via cruscis... 

Essas férias tiveram muitos altos e baixos, mais baixos do que altos... a última do dia nada mais foi do que a máquina do posto fe gasolina (todo automático) comeu nosso troco e ficamos €30 mais pobres. O que são €30 pra quem já perdeu £2,000, certo? O problema é que paciência e bom humor tem limite e até marido que é um verdadeiro monge tibetano nessas situações, se irritou e balbuciou meia dúzia de palavrões em meio a tantas frustrações. 

Laurinha, que estava perto e tem um ouvido maravilhoso, já foi logo perguntando "fucking hell what, daddy?" e ao receber uma resposta atravessada ("não é da sua conta, vá brincar"), virou-se pra irmã e mandou um "todo mundo está de mau humor hoje, goodness me, Bea". Criança não é boba nada, as anteninhas ficam ligadas 24 horas, só captando coisas do mundo ao redor.

Então é isso; contagem regressiva para chegar em casa amanhã e curtir dois dias em casa (2a é feriado) antes de voltar à programação normal. Que tudo corra tranquilamente.

Thursday, August 27, 2015

Ai, meus sais

Não vou dar uma de Calvin & Haroldo (ou foi Snoopy?) aqui e dizer que não sou eu quem está errada, e sim o resto do mundo que discorda de mim. Sei que eu sou chata, não me canso de repetir, e ultimamente minha intolerância para certas coisas só aumenta. 

Que raiva que me dá desse povo que vive dizendo "ai, eu pensei nisso" ou "eu ia te lembrar na hora mas deixei pra lá", quando digo que esqueci de pegar alguma coisa , ou fazer alguma coisa. Na boa, se pensou, por que não disse?! Amigo da onça ou tá querendo tirar onda de sabe tudo? Muito ajuda quem não atrapalha: se esquecer de falar na hora, nem comenta que ia falar depois que deu merda porque só piora as coisas, certo?

Assinado,
Rabugenta-mor

Wednesday, August 26, 2015

De férias (parte 1)

Nossas últimas férias de verdade foram em julho do ano passado na Croácia. Depois foi só uma pausa no Natal na Romênia e nada mais.

Então estavamos contando os dias pra irmos pra Itália por duas longas semanas. Acho que tinha uma nuvem negra nas nossas cabeças, porque tudo deu meio errado. Começou com a primeira acomodação que marido marcou, todo mundo numa cabana, sem banheiro (tendo que dividir com outras cabanas), num esquema camping de luxo. Nada contra quem curta, mas eu trabalho feito uma corna e dispenso ajuda de babá e afins pra poder tirar férias com um mínimo de conforto (ou ter banheiro privativo, pelo menos). A reserva cobrava taxa de cancelamento e perdemos uma grana. Depois, na hora do check in, vimos que o passaporte da mais velha estava vencido e tivemos que fazer uma verdadeira operação de guerra envolvendo amigos. Cancelamos a primeira semana na Toscana, perdemos a grana do hotel - que tinha que ser não reembolsável, certo? E mais uma grana pra remarcar as passagens (a opção era eu ir com minha mãe e a mais nova, mas não tive coragem de largar Laura pra trás; a menina ser punida por um erro nosso).

£2,000 mais pobres, a viagem saiu. Levamos hooooooras pra chegar no apartamento (o check in era na cidade vizinha), chegamos cansados, Beatrice com a fralda explodindo de coco, e o apartamento levou mais duas horas pra ficar pronto, com um staff meio grosseirão, daqueles que acham que estão quebrando seu galho por deixar você se hospedar.

Pra completar a irritação com a hospedagem, descobrimos que não tem toalha nem lençol incluídos. Fomos checar o aluguel e custava €12 por pessoa. Ou seja, se você quisesse um lençol de casal, para um casal dormir, paga €24, ok? Gente, na boa, com bagagem limitada, quem é que fica viajando com lençol, né? Tudo bem, eu já viajei, pra Salvador, porque na reserva dizia que não tinha lençol ou toalha no flat. 

Depois, dois dias de férias a dentro, Laura teve vomitório louco de não conseguir nem tomar água. A gente ainda conseguiu passear um pouquinho, numa bicicleta de aluguel, mas voltando pra casa, ela cochilou e acordou vomitando ainda mais. O dia seguinte foi dia de pegar leve de novo, pra ter certeza de que ela estava recuperada. 

Ainda nos negativos: tivemos uns três dias de meio chuva meio nublado e aqui tem
mosquito pacas, Beatrice está toda picada, mesmo enchendo de repelente forte.

Quando a poeira baixou, chegamos à conclusão de que teria sido melhor ir pra Toscana ( a moça ofereceu de deixar a gente mudar a reserva, já que nao poderia cancelar) e cancelar Veneza (Jesolo, que na verdade é Cavalino), já que a reserva de Jesolo não estava paga e podia cancelar. Mas na hora do stress, a gente (aqui em casa, digo) não pensa direito e age no impulso e sempre dá errado.

O que deu certo? A localização não é de todo mal. As meninas não estão nem aí pra turismo, cultura, etc., e querem mais é praia, piscina, parquinho e sorvete mesmo. O carro que alugamos é bem bacana e marido tá a fim de trocar o nosso por um desses. Eu adoro massa italiana, mesmo as mais ou menos, então em termos de comida está sendo bem bom. Mas a gente não está caminhando muito, ou seja, estou engordando horrores.

Friday, August 21, 2015

A tal carta de referência

Acho que o Chevening está com inscrições de bolsa abertas, porque o post sobre a bolsa do Chevening subiu no ibope do blog e é o mais lidi dos últimos meses. Tenho recebido várias emails perguntando sobre a carta de referência, que talvez não esteja tão detalhado no post...

Então aqui vai o top 5 das perguntas que mais apareceram, para as pessoas que não querem me escrever:

1) Quantas cartas são e quem tem que escrever?
Na minha época eram duas, de preferência uma profissional (o chefe ou alguém que possa dar referências do seu trabalho, um cliente, por exemplo) e uma acadêmica. Como eu estava fazendo uma pós na época, pedi a um dos professores. Tive que traduzir porque ele não falava inglês. A profissional foi escrita por um chefe; trabalhamos juntos em três empresas então ele pode escrever coisas sobre os três trabalhos.

2) Tem que ser em inglês?
Sim. E como eu apliquei para outras bolsas e as universidades também exigem cartas de referência, foi um modelo só com vários cabeçalhos.

3) Escreve o que?
A minha acadêmica foi mais básica, falando da frequência, das notas, participação nas aulas. Nem lembro se falava de algum trabalho específico. 
A profissional foi mais detalhada, incluindo exemplos bem específicos de projetos que eu trabalhei, além de outras coisas que não eram relacionadas ao meu trabalho, mas que mostravam como eu era dedicada e tal. Minha área era música e marketing, então entrevista com Gilberto Gil pra um trabalho da faculdade, organizar um showcase da Alanis Morrisette no Rio e coordenar parcerias com outras empresas foram alguns dos exemplos. Outras áreas talvez rendam exemplos mais bacanas. :)

Uma coisa que acontece no Brasil mas é raro aqui na Inglaterra é trabalhar e estudar ao mesmo tempo. Isso pode contar pontos a favor se, além de bom aluno, você ainda é bom profissional. Use isso a seu favor.

4) Faz tanto tempo que cursei faculdade e me dediquei demais ao trabalho, e agora?
Duas profissionais servem, de lugares diferentes, dando exemplos diferentes.

5) Estou no meu primeiro emprego, não tem muito o que contar, e agora?
Então sua carta acadêmica provavelmente será mais completa do que a profissional.

Espero que ajude... só lembrando que participei do processo seletivo há mais de dez anos e as coisas mudaram muito de lá ra cá.

Bom sorte!!

P.S.: Podem continuar mandando emails.

Friday, August 14, 2015

Banho de sal grosso, ou tá na hora de desacelerar...

É, queridos, não tá fácil não. A nossa tão esperada férias, aguardada ansiosamente, subiu no telhado. A gente se preocupa se tem bóia de braço e fralda pra piscina, mas não checa passaporte. Claro que o passaporte da mais velha está vencido (há uma semana) e a gente só descobriu agora, quando íamos fazer o check in.

Aqui tem um sistema premium que faz passaporte em 4 horas. Mas só pra adultos (acima de 16 anos). Criança leva uma semana. Vamos amanhã ao meio dia resolver isso e rezar para que o passaporte chegue antes dos 7 dias, pra podermos embarcar, por uma semaninha apenas, no sabado que vem. Se o passaporte chegar só no sábado, daí já era, a gente perde a viagem toda e muitas mil libras.

Deu uma broxada monstra agora, vontade zero de fazer qualquer coisa.... mas vamos que vamos que a gente tem uma semana de férias com esse tempo leeeeendo que faz na terra da rainha.

*******
A gente anda mega estressado e irritado e se odiando aqui em casa, por isso essas férias eram muito esperadas. Mas a gente tem que aprender a desacelerar, a focar no que é importante e tentar relaxar mais pra não dar mais esses moles. Mole caro pra burro.

Monday, August 10, 2015

Contagem regressiva

Já que o post anterior foi sobre férias de outubro, bora falar das próximas férias.

Estamos indo pra Itália: casal + crianças + avó. Se tivéssemos cachorro, gato, galinha, eles iam também. Voamos pra Veneza, só porque era o lugar mais barato segundo o skyscanner.net (é assim que se escolhe férias quando se tem um orçamento limitado e cabeças demais na família). Alugamos um carro e no mesmo dia partiremos rumo à Toscana, mas nada de Florença ou Pisa. Vamos à praia mesmo, num lugar chamado Vada (conhece? Nunca ouvi falar). Ficamos uma semana por lá, num hotel com piscina, não muito longe da praia.

A última semana é perto de Veneza, em Jesolo (conhece? Nunca ouvi falar 2). Também tem praia (só que o "hotel" não é tão perto assim) e dá pra ir à Veneza de barco. Marido está com expectativas altas para esta viagem. Além da praia, ele também quer conhecer Pisa, Florença, Siena, dar um pulo em Veneza...



Tento manter minhas expectativas baixas. Primeiro porque viagens passadas me ensinaram a não esperar muito de férias em família: passaremos um tempo bacana juntos, as meninas vão (espero) curtir muito a piscina e a praia, vai estar sol e calor, mas turistar, que é o que eu gosto mesmo, principalmente na Itália, sei que não vai rolar muito. E depois, quem tem baixas expectativas tem menos risco de se decepcionar. Pra não dizer que minhas expectativas são baixas em relação a tudo, confesso que sonho todos os dias com a comida e o sorvete. Hmmmmm, sorvete.

Não vejo a hora de viajar e gastar todo o italiano que eu não falo (mas o pouco que entendo é graças as novelas da Globo).  

Friday, August 07, 2015

Férias das famílias inglesas

Antes de ter filhos, meus planos de férias eram bem ambiciosos. Até encarrava os perregues de vôos da madrugada, bate e volta de final de semana, etc.

Depois que os filhos vieram a coisa ficou mais low profile a ficamos mais exigentes. Sei que os pais descolados nem ligam mas lá em casa a gente cuida muito pra ter as meninas numa rotina de sono para que elas não fiquem mal e a gente não fique mal.

Mesmo assim, a gente sempre procurou ir a lugares que tanto nós quanto elas iriam se divertir, mas principalmente ir a lugares novos. Fora Brasil e Romênia, claro, que é difícil de escapar.

Com esta mentalidade, eu tinha um pouco de nervoso dessas famílias (geralmente de 2 ou mais filhos) que sempre passam férias nos mesmos lugares: Centre Parcs e Butlins por aqui; França e sul da Espanha, no continente.

Nada melhor do que viver na pele para poder entender o outro, né? Convenci marido a tirar a semana de half term em outubro pra gente poder viajar, já que Laura não tem aula. Aí começou o planejamento: tem que ser pra lugar quente, mas não pode ser lugar caro e longe, porque é só uma semana e pagar passagem pra quatro pessoas é de doer (Beatrice já paga inteira ou 75% do valor). Dá-lhe de checar temperaturas em outubro por aqui: Turquia, Chipre, Malta, Ilhas Canárias (já fomos a Gran Canária e Tenerife), Majorca, Menorca. Dá-lhe de ver preço de pacote de uma semana e melhores preços eram pra Majorca e Menorca, na faixa de £1,800 para passagem e hospedagem dos quatro. Gran Canarias estava praticamente o dobro. Marido checou a temperatura em detalhes e 23C era a maxima pra época, com mínima de 14C. E como a gente é sortudo, capaz de chover todos os dias.

Com isso em mente, começamos a procurar lugares com atividades indoors também, principalmente piscina. Conclusão: vamos dirigir até a França e ficar no resort com muitas atividades pra crianças, incluindo piscina e play area na agua. Uma semana para os quatro por menos de £500. E a gente vai dirigir até lá, o que nos deixa livres pra pegar o carro e explorar a área.

Anotem aí: se der certo, vai virar nosso padrão de férias curtas.

P.S.: Depois dou link e posto fotos, se o lugar valer a pena.