Monday, November 18, 2013

No divã do analista

O título não é original (tirinhas de jornal?) e muito menos reflete a realidade, porque não estou fazendo terapia. Não que eu não precise, pelo contrário, mas não estou fazendo.

O que não me impede de estar sempre me auto-analisando, como tem acontecido nos últimos dias. Tenho pensado muito nas minhas atitudes para com o mundo e em como mudar. Mudança pra mim é uma coisa difícil pra caramba, mas deixa isso para um outro post.

A questão é que eu sempre soube que era hipócrita. Quase a encarnação da hipocrisia. Mas vivo em negação. Ser hipócrita não é legal, mas acho que não estou num estágio que possa fazer (muito) mal a terceiros. Hmmm... será?

Eis alguns exemplos:

1) Estou de dieta. Controle alimentar. Porque ser saudável é legal. Mas nada radical porque, afinal, estou amamentando e não quero comprometer o leitinho das crianças, certo? Meio certo. Isso aí é uma desculpa legal para complementar a real razão da dieta: não gosto do meu corpo como ele está, não quero perder todas as minhas roupas (*), toda vez que olho fotos minhas tenho vontade de chorar. Olhando no espelho não parece tão ruim, mas assim que vejo as fotos... nossa. E a dieta não radical é porque eu não aguento cortar tudo de uma vez. Eu preciso de uma desculpa para comer um tiquinho a mais do que eu comeria normalmente. Ou seja, vou amamentar até a menina completar 18 anos, pra poder comer 300 calorias a mais diariamente.

2) Não gosto de chamem minha atenção (mesmo com motivo) de maneira ríspida. Fico irritada e magoada. Mas é o que SEMPRE faço com marido e com a filha mais velha. Ontem, pensando em como falei com ela na loja, senti um aperto absurdo no coração por te-la tratado exatamente como não gostaria de ser tratada. Não importa se ela estava se comportando mal, não importa se eu estou exausta, não tratamos pessoas como não queremos ser tratados. Mas e aí? Vai mudar alguma coisa daqui pra frente? Acho que não, é quase no automático e eu só me toco depois que já fiz.

3) Defendo a amamentação. Por que é melhor pro bebê. Olha, até é, mas também porque é prático e eu não curto ficar esterelizando mamadeira. E não quero dar desculpa para sogra querer passar o dia com minha filha. hahaha Minha desculpa é sempre a mesma: ela mama. Vou ter que inventar outra quando acabar (se bem que já falei pra marido que não vou deixá-las viajar sem mim por muitos e muitos anos, ele que se vire pra se explicar para os pais).

4) Defendo o tal "attachment-parenting"? Olha, até poucas semanas atrás eu nem sabia que isso existia. O fato da minha filha (bom, às vezes filhas) dormir na nossa cama é por pura preguiça minha. Era super cansativo ficar levantando para pegá-la no moisés. Daí ela parou de caber no moisés e passou a rolar, ficamos com medo, mas ao invés de dar um berço pra ela, ela ficou na nossa cama. Assim, só preciso colocar o peito pra fora e voilá, bebê faminto não está mais com fome. Também é uma forma de fazer marido acordar à noite também.

5) Só que o bebê não está mais se contentando só com leite. Bebê tá sofrendo de insônia e tá acordando a casa toda. O que faz a pessoa aqui? Decide que está na hora de mandar o attachment-parenting pros quintos, comprar uma cama para a mais velha, passar o berço pra mais nova e despachar todo mundo pro quarto ao lado. E tem mais: a cama da Laura se transforma numa cama mais alta, com um espaço bacana embaixo que pode ser usado como canto de brincar ou leitura. Ou podemos colocar um colchão pra Beatrice dormir quando tiver lá seus 2 anos. Marido achou estranho: mas colchão no chão? Não... E o que eu fiz? Virei montessoriana desde criancinha. Li que a linha montessori é adepta a deixar a criança livre, sem grades e com a maior facilidade de ir e vir da cama (dorme quando quer, brinca quando quer). E convenci marido que isso é lindo. Se eu acredito de verdade nisso? Não: criança dorme quando os pais querem. Ou se não quiser dormir, que fique no quarto e me deixe ter o meu "me time". Minhas filhas desconhecem essa expressão e me querem o tempo inteiro. Então, não, não sou a favor de deixá-las sair da cama quando quiserem. Mas a verdade é que não vai ser uma cama mais alta que vai impedi-las de pular na minha cama. Então vamos facilitar a vida, eliminar uma cama do quarto pra ganhar espaço e um dia, quando elas forem mais velhas, cama uma ganha sua cama de "adulta" e todos ficam felizes.

6) (*) eu não gosto de gastar dinheiro, não sei exatamente porque. Acho que deve ser criação, minha mãe sempre foi muito paranóica e acabou passando isso pra mim. Não acho legal, não gosto, mas ainda não descobri como me livrar do problema (sem ter que gastar rios de dinheiro com terapia, hahaha). As únicas coisas que me dão prazer em gastar dinheiro são: comida, viagem e artigos fofos (mas normalmente inúteis, por isso raramente compro) de papelaria e arts & crafts. Então o fato de eu ter perdido meu guarda roupa inteiro, pelo menos duas vezes, desde que me mudei pra cá me deixa maluca. Não gosto de comprar roupa. Por mim o mundo andaria pelado pra não ter que me preocupar com isso. Uso a desculpa do "desperdício, tanta gente sem, pra que gastar com desnecessário, perder peso faz mais sentido".

Pronto, taí, vários podres num post só. Tem mais, eu garanto, mas vai, pra que me auto-apedrejar assim, né? Exceto o item 2, não acho que minhas maluquices afetam a vida da família tanto assim. Não vou mentir que às vezes perco o sono com minha hipocrisia - me dá vontade de me dar na cara. Mas depois passa.

O próximo passo será identificar o que me incomoda muito e quero mudar. E mudar. Ou tentar. Tentar muito. Pra mudar. Certo?

Thursday, November 07, 2013

Em cima do muro

Confesso que para a grande maioria dos assuntos, sou uma pessoa "em cima do muro". Quer dizer, às vezes até tenho opinião formada a respeito de um assunto, mas entendo o outro lado e não tomo o meu lado como o certo. Nem tento convencer às pessoas de que a minha opinião é a certa. Em alguns casos, prefiro até ficar quieta.

Para alguns assuntos em particular, não, sou bem radical. Apesar de ser radicalmente contra opinião radical sobre qualquer coisa, alguns assuntos pra mim não tem meio termo. Legalização do uso de armas é um deles. Não me importa as opiniões a favor da legalização das armas, sou contra e ponto final. E nesse caso não vou nem quero mudar de opinião.

Prostituição infantil. Trabalho infantil. Abuso de crianças. Qualquer coisa ruim envolvendo crianças, que não sabem se defender, pra mim é errado. Veja bem, dar uma palmada no bumbum é diferente de violência contra criança, ok? E quando falo criança, estou falando dessas, de até, sei lá, 8, 9 anos de idade. 15 anos pra mim é outra coisa.

Daí que está circulando no Facebook uma imagem com quatro mães e suas crias, com as legendas "Eu compartilho a cama", "Ele é circuncisado", "Eu trabalho fora", "Eu amamento no peito exclusivamente", seguido de um "e eu sou uma boa mãe. Nós fazemos coisas diferente, mas amamos nossos bebês igualmente. Celebre isso".

E eu achava que esse papo de mais ou menos mãe era coisa do passado. Todo mundo já publicou algo a respeito em seus blogs, já deu sua opinião, etc. Até que o assunto volta à tona e 50 mães postam a tal imagem no Facebook.

Faço parte de um grupo de amamentação virtual (aliás, a palavra amamentação me confunde - amamentar vale só pra peito ou pra quem dá fórmula também? não que faça alguma diferença, é curiosidade mesmo) e o grupo existe para ajudar as mães que querem amamentar. Veja bem: você tem que pedir para entrar no grupo. Se você quer entrar no grupo é porque você leu e respeita as regras do grupo. E o grupo é a favor do aleitamento materno e contra o uso de leite artificial. É contra o uso de mamadeiras e chupetas. É a favor da cama compartilhada. E a favor de muitas outras coisas. Então me diz: porque você, como membro do grupo, se irritaria com as administradoras do grupo quando elas criticam pediatras que receitam leite artificial logo de cara, pra tudo e todos? Pombas, se você não acha que críticas assim sejam legais, procura um grupo de apoio às mães que dão leite artificial. E não estou sendo irônica, não. Criticar algo dentro de um grupo anti aquele algo é diferente de apontar o dedo na cara de uma mãe na fila do mercado ao ver que ela está comprando leite artificial. A crítica no grupo raramente é voltada às mães, e sim ao profissional que deveria guia-las mas não o faz. E é uma crítica construtiva, tipo para incentivar, e não desmoralizar.

Mas a maternidade faz coisas com a cabeça da pobre mãe. Uma crítica inocente soa uma acusação violenta aos nossos ouvidos. Eu mesmo já passei por isso. Faz mais de dois meses que estamos numa fase bem "ruim" aqui em casa, com minha caçula se recusando a dormir bem e levando a casa inteira, incluindo a irmã mais velha, à loucura. Daí andei lendo vários posts desse grupo e a todas as respostas são: "é assim mesmo", "é uma fase, vai passar", "demora, pode levar 3 meses", "tenta descansar, siga uma rotina, faça tudo que seu bebe quiser, seja escrava dele, bem feito, quem mandou ter filho". Meio que não era a resposta que eu queria ouvir. Eu queria algo do tipo: deixa chorar, volta pra casa da sua mãe, manda seu marido amamentar senão você vai ficar louca...". Na minha cabeça, eu me senti culpada por pensar na remota possibilidade de fazer algo fora dos padrões "naturais" (dar formula, deixar chorar um pouquinho, treinar a dormir...") porque o grupo é contra essas práticas. E eu sempre lia e ouvia histórias de mães que fizeram e obtiveram sucesso com formulas e choro controlado. A questão é que não dormir deixa a pessoa maluca e eu estou ficando maluca, desesperada mesmo. Daí li esse texto aqui, simples, óbvio, mas que me ajudou a ver que é fase mesmo e pouco importa o que eu faça, não vou ter garantia de sucesso.

Conheço muitas mães adeptas ao choro controlado que conseguiram fazer com que seus filhos dormissem a noite inteira. Mas um outro bando de gente me disse que isso pode causar efeitos colaterais nos bebês e que pesquisas comprovaram que não é uma tática muito saudável. Olha, não sou santa. Eu tentei com minha mais velha. Tentei mesmo. Mas falhei, porque ela não parava de chorar. E soluçava. E ficava super mal. E eu ficava super mal. E chorava. Tentei por um mês, o que foi até muito. E desisti e não tentei nem vou tentar com a mais nova. Eu sou super em cima do muro em relação a isso, porque se por um lado sou contra qualquer forma de tortura com bebes e isso me parece um pouco de tortura, por outro acho que uma mãe exausta pode causar muito mais danos ao bebe do que essa tática. Vocês não tem idéia das minhas crises por falta de uma boa noite de sono. São mais de dois meses assim, já tive tremedeira, apaguei no transito (com as meninas no carro), tonteiras, senti muita raiva, pensei em largar tudo pra trás e sumir. Vai me dizer que criança abandonada pela mãe sofre menos do que uma criança que não foi atendida de imediato (alguns casos de choro controlado, a mãe fica no quarto com o bebe, pega no colo pra acalma-lo, mas coloca no berço para que ele aprenda a dormir sozinho)? Daí vem a pessoa e diz: você tem que procurar ajuda. E a ajuda diz: você tem que dormir. Oi? A vontade é de mandar à merda, né? Eu sei, cacete,  que eu tenho que dormir, mas se eu não dormi até agora é porque eu não tenho com quem deixar as crianças porque a droga do estudo diz que elas precisam é da mãe, e tem que tomar leite do peito, mas não pode ser na mamadeira por causa da confusão dos bicos, e chupeta deus me livre, e que é importante dar muito colo, muito amor, muito peito e todas as suas horas de sono nos próximos 15 anos!!

Enfim... repararam que eu to revoltada? É o cansaço, tá?

Leite artificial é outro tema polêmico e que me deixa em cima do muro. Alguém tem dúvida de que leite materno é o melhor alimento para o seu bebê? Não. Mas existe muita falta de informação por aí. Leite fraco, pouco leite. Eu mesma já fui vitima da armadilha do "pouco leite", porque a caçulinha (não lembro de ter acontecido com a Laura) vive no peito e eu achava que ela estava sugando mas não encontrando o que queria. Até ler que o peito é na verdade a vida do bebe: é alimento, é carinho, é aconchego, é calor, é playground. Parece óbvio, e é, mas é também cansativo e machuca o bico (e o povo insiste que é "pega errada", quando na verdade o bico não tá acostumado a 18 horas se chupação, nem peito de atriz pornô), então é mais fácil tascar a chupeta logo e mamadeira e pronto. Tem uma mulher no curso de massagem que disse que depois que ela viu que leite artificial deixava o filho dela cheio e ele dormia a noite inteira, ela nem cogitou a possibilidade de amamentar o 2o filho, ele foi direto pra fórmula, na mamadeira. Na boa, apesar de "chocar" os puristas, você olha para o moleque e vê um bebe grande, saudável e super ultra mega risonho. Ele vai virar um carente? um machista batedor-em-esposas? um psicopata que atira em inocentes num shopping lotado? vai virar viciado em crack? Sei lá, a ciência é tão avançada assim para prever essas coisas? Mas uma coisa te digo: ela me parece uma mãe muito mais descansada do que eu; pelo menos ela está dormindo à noite.

Também não sou santa no assunto fórmula. Tentei, várias vezes, dar fórmula para a Laura. Depois dos 6 meses, claro, período que ela foi 100% amamentada com meu leite. Ela não aceitou nem a pau. Nenhuma das marcas. Daí fui experimentar o treco. O cheiro parecia meio... de vômito. O gosto era de farinha de trigo com água. Já provaram leite materno? O treco é doce, e em nada se parece com a fórmula. Não me surpreende que ela não tivesse gostado. Com a Bea nem vou tentar - foi dinheiro jogado fora, foi um saco ficar limpando mamadeira, frustrante vê-la cuspindo e rejeitando o negócio. E se eu tenho leite, pra que, né?

Se eu encontro uma mãe meio perdida e mal orientada, eu defendo o aleitamento materno com todas as minhas forças. Fico triste quando sei de mães conhecidas que deram fórmula porque o bebe não estava "crescendo" muito - leia-se, ficando obeso - e o médico mandou dar, sem nem dar uma segunda chance. Fico triste quando sei de mães que querem muito amamentar, mas não tiveram orientação para faze-lo. Mas não discuto com mães que sabem muito bem o que estão fazendo quando dão formula para seus filhos. Até onde sei, formula não mata nem causa desvio de caráter. É meio como cesárea, sabe? Torço o nariz para as mulheres que querem fazer cesárea para escolher o signo do bebe, porque querem estar lindas no parto, e outras coisas do tipo, mas não para quem tem pavor de dor, quem sofreu traumas passados.

Acho que o que mais me incomoda nesse mundo da patrulha (e não só falando de filhos aqui) é que tem muita crítica e pouca solução. Muita gente apontando dedo, dizendo o meu jeito é melhor do que o seu, mas pouca gente disposta a ouvir o outro lado e a conviver com o diferente, a ver o lado positivo das coisas. A vida começa com a gestação, o parto e o aleitamento? Se fosse só isso, filhos adotivos seriam fadados ao fracasso, né?

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Desculpe se o post foi vomitado aqui, mas eu realmente estou cansada (sério, 3 horas de sono por noite nos últimos dois meses) e se eu pensar muito pra escrever, eu não escrevo. Já deletei muito post por conta disso. Depois eu me arrependo de postar, mas aí já elvis.

Em tempo: 

Sunday, October 27, 2013

Diario de uma futura ex-gordinha descontrol

Bateu um certo pânico hoje, quando chequei meu peso e vi que ele está estacionado faz pouco mais de uma semana. Corri para ver como estava o diário de calorias consumidas e vi que oscilou bastante nas duas últimas semanas, com três dias comendo acima de 2 mil calorias e pouco exercício. E não foi culpa dos finais de semana, estes bem comportados, diga-se de passagem. A culpa é da sociedade. Viver em sociedade acaba comigo. Essa coisa de ter que ver gente, bater papo, tomar um cafezinho... Gente, quer coisa mais gostosa do que ver os amigos E almoçar, tudo junto? Nas duas últimas semanas foram cinco dias assim. Comi bolo de rolo, biscoito, batata frita (abafa o caso), chocolate, bebi chocolate quente e Sprite (abafa o caso de novo).

Nessa de socializa daqui e dali, também fui menos à academia do que eu pretendia. Tipo, uma vez na semana e olhe lá.

Daí que vem logo em mente aquela questão: amamentar emagrece? Ia até escrever um post sobre isso, meio que mudando minha opinião sobre o assunto, mas agora nem sei mais o que pensar.

A verdade é que teoricamente eu consumo umas 500 calorias a mais do que uma pessoa que não amamenta e está tentando perder peso consumiria. E malho menos. Então teoricamente, amamentar ajuda a perder peso sim. Mas a outra verdade é que mesmo assim eu sinto muita fome. Amamentar me deixar urrando de fome, e saladinha não me ajuda em nada. Se eu pudesse, me entulhava de bolo e pão e queijo. E arroz. E macarrão. É esse tipo de fome que sinto. Então a conclusão, no meu caso, é que amamentar funciona como uma atividade física: tenho que controlar e muito o que como, passo uma certa fome (tem aumentado, agora que estou mais acostumada com a dieta), mas pelo menos estou queimando umas calorias extras.

Enfim... um post só para manter o blog atualizado e chorar minhas pitangas. Apesar de fingir dizer que estou nessa de perder peso pela saúde, que não tenho pressa, etc e talz, é muito frustrante passar fome e ficar com o peso estacionado. Se ainda perder 100 gramas por semana... :-(

P.S.: Não sei se vocês repararam, mas consegui configurar o teclado para colocar acento. Mas não é tão simples e intuitivo assim, então às vezes esqueço. Ah, e não sei nada da nova gramática, então perdoem-me se coloquei crase no lugar errado, hífen onde não tem, etc.

Thursday, October 17, 2013

Questionamentos

Às vezes eu questiono minha capacidade/habilidade/vocação de/para ser mãe.

Porque não basta "sonhar" ser mãe, ter o relógio biológico tique-taqueando, achar todo bebê lindinho e tomar conta do sobrinho uma vez por mês para ser uma boa mãe.

Sem entrar no mérito do trabalhão e da responsabilidade que é ser mãe, o motivo que me levou a escrever esse post surgiu essa manhã. Estou olhando pra ela agora.

Comprei um jogo de massinha novo pra Laura, chamado Moon Sand, que aparentemente não resseca. O negocio parece uma maizena. Logo esfarela. E faz uma bagunça. E eu me estresso.

Agora, já viu criança NÃO fazer bagunça?! Pois eu espero que minhas filhas sejam limpas, organizadas e não façam bagunça. Quando relaxo e Laura brinca de massinha, com tinta, ou qualquer outra coisa que faça muita bagunça, eu tô atrás, reclamando, arrumando, pedindo pra ela fazer menos bagunça ou uma bagunça fácil de ser arrumada. No geral, eu não deixo pintar ou brincar de massinha. Nesse ponto, livro e TV são "brinquedos" bem limpinhos. Nesse ponto a creche é perfeita: a menina chega em casa imunda de lama e tinta. 

Uma coisa que me mata é o fato de ser quase sempre frio e chuvoso aqui, porque todas as vezes que deixei Laura pintar sem me estressar foi no jardim, quando estava sol ou nao muito frio. Lá ela pode fazer a bagunça que for, pintar até as arvores - sorry, Mãe Natureza - que por mim tudo bem. Mas como gente não tem uma área pra brincar, a zona fica na sala e ver a zona quase me dá ataque cardiaco.

Será que é medo das meninas serem zoneadas como o pai (a pessoa mais zoneada que eu conheço)? No geral, sou bem desorganizada e um pouco bagunceira, mas nada comparado com marido ou filha.

Juro que estou tentando rever meus conceitos (no quesito limpeza/arrumação ja relaxei muito comparado com o que eu era no Brasil), ser menos estressada com certas coisas e tentando ver o que é realmente importante na nossa vida e dentro do tempo disponivel que temos (brincar com as filhas ou arrumar a zona? Fazer almoço ou limpar a bagunça? Cuidar da pequena ou organizar a casa? Dormir ou faxinar?), mas toda vez que consigo "deixar pra lá", encontro um pedaço de massinha no carpete da escada e me dá arrepio na espinha.


Wednesday, October 09, 2013

Planejamento da viagem a Salvador - para referência futura

Esse post é para eu reler na próxima vez que eu planejar uma viagem em família.

Preciso lembrar de evitar a todo custo alta temporada, ainda mais se viajando para o Brasil. É bem mais caro. A idéia era ir em outubro, mas não sei porque decidimos janeiro. E, muito importante: comprar passagens assim que decidir a viagem. Em março já havíamos decidido por Salvador, tivemos problemas com as milhas em maio. Ainda naquela época, as passagens da TAM estavam em conta, mas adiei e só comprei em setembro. Conclusão: a TAM custava uma pequena fortuna e a GOL, apesar de mais barata, foi pelo menos 3x mais cara do que em maio. Infelizmente, quando se trata de viagem pelo Brasil, temos que pensar também no vôo de Londres. E com duas crianças, é difícil planejar coisas de última hora, pelo menos pra mim.

Vamos pro Rio e de lá pra Salvador. Na época que comprei as passagens, uma Londres-Salvador-Londres, além de não ser direto, estava MUITO mais cara do que a Londres-Rio-Londres. A diferença era bem maior do que comprar as passagens separadas. Foi o que fizemos, mas acho que com o preço que acabamos pagando na Rio-Salvador-Rio, teria dado no mesmo.

Vamos passar uma noite no Rio, no hotel do aeroporto (só tem UM! Inacreditável), porque chegamos quase 21h e o vôo é no dia seguinte cedinho. Não quisemos nos locomover, com duas crianças pequenas, malas, etc. Minha mãe vai nos encontrar no aeroporto no dia do embarque.

Chegando em Salvador, vamos pegar o carro que aluguei pela Avis. Vamos ficar o periodo inteiro, mesmo que não usemos.

Ficaremos 3 noites em Salvador. Tentei alugar um apartamento, mas os que eu gostei exigiam minimo de uma semana, dez dias. Então optamos por ficar num hotel. O escolhido foi o Othon Palace. Um hotel velho e decadente, mas super bem localizado. O motivo da escolha, além do preço camarada (lembrando que precisamos de dois quartos), foi bem pessoal: quando trabalhei numa agência de turismo, quando eu tinha apenas 14 anos, o Othon de Salvador era um hotel 5 estrelas bacana (apesar de +15 anos de idade), a gente mandava muitos clientes pra lá. Li algumas críticas no Trip Advisor e no Booking.com, as pessoas falavam bem mas diziam que o hotel precisa de uma boa reforma. O staff do hotel respondeu a várias críticas dizendo que o hotel iria passar por reformas. Então vou lá conferir. Reservei diretamente no site do hotel, que estava com preço mais em conta (ou a mesma coisa, não lembro).

De Salvador, vamos para a Praia do Forte, onde alugamos um apartamento de dois quartos por 9 noites. O apartamento não é de frente pro mar, mas não é longe. Optamos por um apartamento porque queremos a estrutura de uma casa - cozinha, máquina de lavar - sem ter que pagar por dois quartos. Beatrice estará com 8 meses e comendo e vou tentar evitar ao máximo os potinhos de papinha pronta (principalmente os do Brasil, que achei muito salgados), ou seja, terei que cozinhar. Usei o airbnb. Não temos um roteiro por Salvador ainda, mas já chequei as melhores barracas de acarajé e alguns restaurantes. Também vou checar se o Wet 'n' Wild vale a pena. Marido quer ir num aqua-park desses da vida, acho que Laura vai gostar.

A idéia é fazer day trips para as praias da costa verde/estrada do coco. Vamos começar por Mangue Seco, a praia mais distante que vamos. E daí vamos descendo. Praias recomendadas: Mangue Seco, Sibirinha, Imbassaí, Itacimirim, Guarajuba, Arembebe - além da óbvia Praia do Forte. Se conseguirmos ver mais do que isso, lindo. Mas temos que lembrar que as crianças são de lua e às vezes estão indispostas, ou não estão a fim de fazer nada. Caso isso aconteça, temos piscina no condomínio.

Voltamos a Salvador um dia antes de embarcar pro Rio e vamos ficar no Hotel Matiz, não muito longe do aeroporto. A idéia é relaxar, fazer nada, só na piscina ou passear no Shopping Salvador, que aparentemente é perto do hotel. Marido embarca pra Londres no mesmo dia que chegamos no Rio. Minha mãe, eu e as meninas partimos rumo ao norte do estado.

Tuesday, October 08, 2013

Diario de uma futura ex-gordinha: semana sei la

Sabe quando a vida tá corrida e a última coisa que você precisa é fazer dieta? Pois essa sou eu. Resolvendo obra na casa, visitando escolas para a filha mais velha (coisa mais difícil do que eu esperava), noites e mais noites sem dormir, filha mais velha numa fase muito difícil, filha mais nova precisando de atenção (óbvio, né?)...

A boa notícia é que eu escorrego, posso até cair, mas me levanto rapidinho. Finais de semana sao meio livres, mas ainda assim controlo a quantidade. Divido prato com marido, ele come 2/3 e eu 1/3, divido prato com a filha. Sobremesa é sempre dividida. Mas está tudo lá: almoço no alemão, cheesecake.

Então a 1a fase da dieta foi bem sucedida. Já perdi todo o peso da gravidez da Beatrice, finalmente!! Desde que comecei a dieta, ja perdi quase 4kg, o que acho ótimo. Mas daí que foi rápido, mas está sendo muito difícil também. Não é só fome, mas gula, vontade louca de comer uma lata de leite condensado. Todo dia.

E estava faltando algo. Minha "atividade física" é amamentar. Ok, dizem que consome calorias pacas, mas não tonifica os músculos, certo? Então semana passada me matriculei numa academia. Não é aqui pertinho, tem que ir de carro, mas pelo menos tem creche e posso malhar enquanto Bea fica sob os cuidados de moças bem gentis (caso para um post separado). Demorou uma semana entre a matrícula e a 1a aula, mas ontem fui numa aula de spinning. Espero que não seja a última vez. No momento, só poderei ir duas vezes na semana, mas é melhor do que nada.

Acho que a última vez que fiz spinning faz uns 5 anos. Quase morri. Depois fiquei bem e com vontade de malhar mais. Depois com de dor no joelho esquerdo. Hoje estou bem. Adoro spinning, mas tinha esquecido como cansa. E como dói a bunda. Gente, fala sério, pra que aquele assento duro??? E olha que minha bunda é bem acolchoada. Enfim, cansei, peguei mais leve do que todo mundo, mas fiz a aula inteira. E quer saber: achei que ela passou mais rápido do que imaginei. Foram 45 minutos, mas pareceu menos.

Já na saída do spinning (depois de pegar Bea na creche e trocar a fralda dela), vi uma classe com mães e seus bebês no sling. O nome é algo do tipo Baby Boogy and Tone e só tem às segundas, às 11 da manhã. Vou tentar fazer semana que vem.

Detesto academia (o ambiente em si), mas no geral gostei dessa. Acho que é porque vou fora do horário de pico, então as aulas não são lotadas - 12 pessoas no spinning, e umas 50 bicicletas na sala - e também as pessoas são bem normais, nada de desfile de moda.

É isso, pessoas, mais um capítulo da novela finalizado. Ajustei meus objetivos, para me manter focada. Tenho 2 datas importantes em mente: a primeira é início de janeiro, quando vamos embarcar pra Salvador e depois pro Rio. Porque Brasil pra mim é sinônimo de comer até morrer. Quero estar menos pesada antes da viagem, mas acho que o exercício mais difícil será não engordar muito. Se já perdi quase 4kg até agora, acho que consigo perder mais uns 6kg até lá. Afinal, tenho 3 meses. Preciso acreditar que é possível.

A 2a data é o casamento da minha comadre no final de julho. Volto do Brasil direto na dieta e tenho de março a julho para perder seja lá quanto vou engordar nas férias (vejam que já estou admitindo que vou engordar). Pro casamento, quero estar 15kg mais magra do que hoje.

Thursday, October 03, 2013

Lamúrias

Acho que não é segredo que eu amo engravidar, estar grávida e parir. Amo. Mesmo com todos os incomodos, mau humor, dores, etc. 

Mas não gosto do pos-parto, não mesmo. Aquele sangue todo das primeiras semanas (foi menos na 2a vez - durou 1 mes depois que tive Laura e menos de 2 semanas depois que tive Bea), as contrações pos-parto (muito menos dolorida da 1a vezes, na 2a vez foi tao intensa ou pior do que as contrações do parto), os hormonios avacalhados, o inchaço, tudo isso pra mim é o ó do borogodó. Mas tem uma coisa que eu gosto e queria que durasse pra sempre: não menstruar. Caraca, como é bom não ter essa preoupação. Hoje me lembrei que minha menstruação voltou quando Laura estava com 5 meses. Bea completa 5 meses no dia 10. Vou esperar a menstruação descer pra chorar.

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A viagem para a Bahia está quase toda reservada. Temos passagens aéreas, carro grande, hospedagem na Praia do Forte. Falta hospedagem em Salve Salvador.

E daí que eu to lá toda eufórica que a viagem tá tomando forma e vem minha mãe e solta a pérola: "ai, temos que tomar muito cuidado em Salvador, está violentíssima". O tom era quase um "sera que vale a pena ir mesmo?". Opa , perai! Violentissima?! Ai, nao, vamos cancelar tudo e ficar no Rio? Vamos, ne, afinal, o Rio é super seguro.

...

Acho que nem se Salvador tentar bastante, a cidade vai ultrapassar o Rio em materia de (nao) segurança. E olha que eu amo o Rio, hein?

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Marido foi pra esbórnia (que eu nem sei mais como se escreve) e me deixou pra colocar as duas pequenas pra dormir. Posso confessar uma coisa? Morre aqui, tá? Acho MUITO mais fácil lidar com as duas quando estou sozinha do que quando marido tá em casa. Vejam vocês: as duas estavam dormindo lindamente à 19h, enquanto quando marido está em casa, Laura vai dormir as 20h, às vezes depois. 

Me viro bem com as duas sozinha de manhã também. Só que Laura vai pra creche das 8 às 17h, né? Aí fico com o dia inteiro pra cuidar da Bea, da casa e do que der. Antes que taquem pedra na Geni aqui por largar a filha o dia inteiro na creche, em minha defesa digo: ela AMA a creche e os amiguinhos, ela se diverte muito mais lá do que comigo, ela fica meio emburrada quando quer brincar comigo ou precisa da minha atenção e eu estou colocando Bea pra dormir ou dando leite ou trocando fralda, Bea merece ficar comigo exclusivamente também. Filho mais novo já nasce dividindo o amor dos pais, puxa vida, herda as roupas e brinquedos do mais velho, pega sapinho, resfriado e outras doenças, vive num ambiente barulhento... Então pelo menos esse presente eu dou pra minha caçula. Laura é a rainha da casa nos finais de semana; tudo que fazemos é pensando nela. Bea, coitada, que se vire para mamar no carro, na rua, não mamar nem dormir porque não dá...

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E eu estou sem dormir ha quase uma semana. Morrendo aqui. E hoje eu vou dormir antes das 21h, juro! 

Aliás, boa noite!

Thursday, September 19, 2013

Diário de uma futura ex-gordinha: semana I

Sexta feira é dia de pesar. O que é bom ou ruim, dependendo do resultado.

Então que terminei a primeira semana da dieta. Nao morri, como vocês podem ver. Mas passei fome sim, viu? Atribuo isso ao fato de que até antes da dieta eu comia por 3 e ainda sentia fome. 

A parte mais difícil

De todas as coisas que senti falta essa semana, a que mais doeu foi não encher a cara de Nesquick. Pois é, algumas pessoas enchem a cara de álcool, outras de achocolatado. Não cortei de vez, apenas reduzi os 5 copos diários para apenas 1. A idéia é cortar de vez e só tomar um nos finais de semana.

A Comida

Minha dieta é um misto das 3 dietas que já fiz aqui (Vigilantes, Slimming World e Diet Chef), e conto as calorias no My Fitness Pal. Pra quem já fez Vigilantes e Slimming World sabe que nessas duas, vários alimentos (algumas frutas, legumes e verduras) são liberados para comer à vontade, o que facilita muito a vida de quem gosta de estar sempre comendo. Mas optei por contar calorias, ou seja, tudo que é ingerido, exceto água, chá e café preto sem açúcar, conta.

Algumas das comidas do Diet Chef são gostosinhas, outras nem tanto. Em alguns casos, a quantidade é até demais pra mim e prefiro comer menos para liberar calorias ao longo do dia. Finais de semana são livres, porque final tenho que fazer comida pra Laura. Alguns podem dizer que eu posso comer minha comida e ela, a dela, mas aqui em casa não funciona assim. Ela quer comer o que eu como e se eu como "cheetos light do vigilantes", ela quer também. E, cá entre nós, a única comida de "dieta" que uma criança de 3 anos deve comer são frutas e legumes/verduras. Mas não tem nada não, é possível fazer dieta comendo comida normal, basta controlar a quantidade, reduzir gorduras, sal e açúcar.


Tentando ser saudável

Como falei antes, não é só peso que quero perder. Quero ser saudável. E aí vem umas escolhas conflitantes.

Manteiga ou margarina? Todas as dietas que fiz, inclusive acompanhada por endocrinologista, mandava substituir manteiga por margarina. Daí aparecem mil estudos dizendo que margarina é obra do capeta e pode até causar cancer. Por via das dúvidas, cortei margarina mas reduzi drasticamente o consumo de manteiga. Gente, vegan faz como pra cozinhar? Azeite? Óleo de coco?

Óleo vegetal ou azeite? Outra coisa que descobri recentemente é que óleo vegetal é tão ruim quanto margarina e deve ser evitado ao máximo. Será que daqui a uns anos vão dizer que azeite também é ruim? Por via das dúvidas, tô tentando reduzir tudo.

Açúcar ou adoçante? Ok, ainda não cheguei ao ponto de cortar tudo, mas por via das dúvidas optei pelo açúcar, já que estou amamentando e tenho pavor da idéia de algum componente ruim do adoçante passar no leite. Mas tento usar, sempre que possível, mel.

Queijo: vilão ou aliado? Perguntei ao Sr. Google: qual o melhor queijo pra quem está de dieta? E a 1a resposta foi uma surpresa pra mim. O site (depois procuro o link pra colocar aqui) dizia que os melhores queijos são os duros/secos, tipo parmesão, porque são ricos em proteina e baixo em carboidratos, ao contrário de queijos como cottage. Claro que não estavam considerando a gordura, né? Depois de leite condensado e leite com achocolatado, acho que queijo é meu outro grande vício.

Isso tudo é bem na teoria, porque na prática só posso controlar o que eu cozinho. Se os ingredientes das
comidas do Diet Chef ou Weight Watchers levam óleo vegetal ou adoçante, não posso fazer muita coisa (por enquantl, até me livrar de vez dessas coisas). E também não vou deixar de comer fora porque restaurante usa isso ou aquilo na comida.

O resultado

Hoje as pequenas (sim, as duas) me acordaram às 5:30 da manhã, o que me deixou de mau humor e com muita fome desde cedo. Espero que eu não avacalhe muito a dieta, até porque amanhã tem churrasco.

Enfim, sem mais delongas, é com muito prazer que informo que perdi 1,2kg e estou a 1kg de perder todo os peso da gravidez da Beatrice. E a 10kg de perder o peso da gravidez da Laura. 

Ah sim, no meio dessa coisa de saúde é o que interessa, o resto não tem pressa, rola uma viagem à Bahia em pleno verão, o que significa que seria legal perder uns 5kg até lá. Como tenho 3 meses e meio (porém Natal/Ano Novo no caminho), acho que rola sim.


Wednesday, September 18, 2013

Diario de uma futura ex-gordinha, parte 538

Então que finalmente comecei minha tentativa sei lá que número de emagrecer.

Acho que já falei aqui que estou mais preocupada em ser saudável do que ficar toda gatinha. Sinceramente, ser gatinha é legal e talz, mas não tenho nem vontade nem paciência pra essas coisas mais.

Estou dividindo esse projeto em partes. A 1a parte, a mais importante, é reduzir o meu IMC para o limite do saudavel. No momento ele é 30,4, ou seja, obesidade grau I. Tenho que perder 13kg para chegar no maximo do IMC saudável.

A 2a parte, após perder esses 13kg, será perder mais uns 5kg, para dar uma margem boa entre o saudável e o acima do peso.

A 3a parte obviamente é manter o peso saudável. 

Prazo para chegar ao peso ideal? 

Não tenho pressa. Desde que eu perca peso aos pouquinhos, tá valendo. Na pior das hipóteses, imagino perder 1kg por mês quando conseguir engatar na dieta direitinho. Ou seja, um ano para entrar no IMC saudável.

Como estou fazendo?

Comecei anotando tudo que eu como no My Fitness Pal, um site/aplicativo que conta as calorias do que você come diariamente. É impressionante a quantidade de besteiras que como todo santo dia. Estava consumindo mais de 3,000/calorias num dia. Sinistro, né?

Como estou amamentando, não quero fazer nada muito radical; pelo menos não até bebelucha completar 6 meses e começar com as comidinhas. Mesmo assim, não vou reduzir as calorias demais, até ela fazer 1 ano e o leite não ser mais seu alimento principal. Se tudo correr bem, pretendo amamentá-la até quando ela quiser e de preferência até depois dos 12 meses. Laura mamou até os 20 meses. Pesquisando nos sites da vida, li que amamentar consome entre 300 e 500 calorias, mas também requer que a mãe esteja bem alimentada, que o bom senso fala mais alto nessas horas e devemos comer quando tivermos fome - e eu sinto MUITA fome!

Então fiz um pacote com o Diet Chef (acho que já falei dele aqui também, mas basicamente é uma dieta pronta pra você: cafe da manha, almoco, jantar e snack sao individualmente empacotados, só precisando adicionar leite (no caso do cereal da manha), acompanhamentos (salada, pão, arroz...) e frutas. Tudo vai mo microondas, então dá pouquíssimo trabalho.

Aproveito e misturo outras coisas de dieta, como as comidas do Vigilantes do peso. Daí conto as calorias e tento consumir 1,800 calorias no dia. Se considerar que queimo 300 amamentando, estamos falando de 1,500 calorias no dia. Tá bom, ne?

Não sei se emagreci, porque estou nessa desde a semana passada, mas enfiei o pé na jaca bonito no final de semana (comi metade de um pudim de leite condensado). Vou me pesar às 6as feiras.

E os exercícios?

Fechar a boca é fundamental, mas exercício físico é tão importante quanto, principalmente quando o assunto é saúde. Confesso que não está dando pra malhar, ir na academia ou treinar sério em casa. Sempre que dá, dou uma volta no quarteirão puxando o carrinho (tem chovido muito aqui) ou coloco Bea pra dormir fazendo algum tipo de exercício ou até mesmo dançando. A menina adora um colo, então bora tirar proveito, certo? E também subo e desço as escadas de casa pelo menos 10x/dia.

Quando eu me entender com uma rotina, quero checar uma academia não muito longe daqui (mas tem que ir de carro) e ver o esquema de creche deles.

Bom, é isso. Só quis registrar aqui pra aumentar a responsabilidade de seguir com o plano.

Wish me luck!

(Foto: almocinho light de ontem)

Sunday, September 01, 2013

Já é setembro!

Meio chocada que faltam apenas 4 meses para acabar o ano. Parece que foi ontem que ele começou...

Estou aqui nas montanhas romenas, descansando (HAHAHAHAHA), curtindo a família, conhecendo melhor minhas filhas e pensando na vida. 

Hoje recebi um email de uma ex-colega de trabalho que pediu demissão e está indo fazer trabalho voluntário mundo afora. Ela vai passar pelos Estados Unidos, Bolivia, Camaroes, Zambia e Indonésia. Acho maneirissimo esse povo que larga tudo para fazer trabalho voluntário por aí. Não vou mentir nao: o trabalho voluntário em si nem é o que eu acho mais bacana. Claro que é nobre a pessoa doar seu tempo (e dinheiro, já que em alguns casos, paga-se pra fazer trabalho voluntário), mas o que acho mais bacana é a experiência pessoal: se desprender de tudo, largar tudo pra trás e viajar por aí, conhecendo gente, trabalhando em condições nem sempre legais, mas aprendendo muito sobre si mesmo e sobre o mundo ao redor. É diferente de largar tudo pra fazer turismo por ai, ficar em hotel 4-5 estrelas com banheiro privativo, tomar banho todos os dias, comer em restaurante, etc. Esse povo que vai fazer trabalho voluntário paga pra dormir em alojamento com várias pessoas, limpa coco de elefante, come uma gororoba qualquer, e por aí vai.

Não sou despreendida assim, mas sabe o que me passou pela cabeça? "Ai, seu eu tivesse essa liberdade...". É boa essa sensação de "nada me prende aqui". Tive meus 15 minutos de liberdade quando larguei tudo pra ir pra Inglaterra. Foi bacana mas durou pouco, já que um mês depois já estava namorando o marido. Não que estivesse "presa", ninguém está, mas a gente perde um pouco a vontade de largar tudo e se mudar pra outro país quando se está com alguém.

Com filho então... aí mesmo que eu não dou um passo na direção oposta às minhas meninas. Podem falar o que for, posso até reclamar muito, mas não consigo me imaginar longe delas, nem pra passar férias.

Será que um dia me "liberto" e saio mundo afora sem lenço nem documento? Será que vou ter vontade de fazer isso?